domingo, 13 de junho de 2010

ATIVIDADES DO ADMINISTRADOR

ATIVIDADES DO ADMINISTRADOR


Conforme artigo 3° do Decreto que regulamenta a profissão (61.934/67):
“Art. 3º. A atividade profissional do Administrador, como profissão, liberal ou não, compreende: elaboração dos pareceres, relatórios, planos, projetos, arbitragens e laudos, em que se exija a aplicação de conhecimentos inerentes às técnicas de organização; pesquisas, estudos, análises, interpretação, planejamento, implantação, coordenação e controle dos trabalhos nos campos de administração geral, como administração e seleção de pessoal, organização, análise, métodos e programas de trabalho, orçamento, administração de material e financeira, administração mercadológica, administração de produção, relações industriais, bem como outros campos em que estes de desdobrem ou com os quais sejam conexos.” 


Classificação de Administradores 


Stoner (1999) classifica o Administrador pelo nível que ocupa na organização (de primeira linha, intermediários e altos administradores) e pelo âmbito das atividades organizacionais pelas quais são responsáveis (os chamados administradores funcionais e gerais). 


Pelo nível que ocupam na organização

Gerentes de Primeira Linha: Estão localizados no nível mais baixo de gerência, costumam ser chamados de supervisores, não são responsáveis por outros supervisores e gerenciam apenas trabalhadores operacionais. 


Gerentes Médios: Estão localizados no nível intermediário, são responsáveis por Gerentes de Primeira Linha e podem também gerenciar trabalhadores operacionais.

Administradores de Topo: São comumente chamados de CEO (Chief Executive Officer), Presidente, Vice-Presidente, ocupam o cargo máximo nas organizações, são responsáveis por seu direcionamento e seus recursos.

Pelo âmbito das atividades


Administradores Funcionais: São os Administradores responsáveis por uma área funcional, e pela equipe que compõe essa área funcional. Ex.: Diretor de Marketing, Diretor de Produção, Gerente Comercial. 


Administradores Gerais: Comum em pequenas organizações, o Administrador Geral é responsável pelas diversas áreas funcionais da empresa e pelas pessoas envolvidas nas funções. 


Papéis dos Administradores 


Mintzberg (apud STONER, 1999) fez um levantamento sobre os papéis dos Administradores dividindo-os em Papéis Interpessoais, Papéis Informacionais e Papéis Decisórios. Esses papéis são desenvolvidos constantemente no dia-a-dia dos Administradores. 


Papéis Interpessoais


São os papéis que os Administradores executam relativos ao relacionamento com as pessoas e construção conjunto dos resultados. São divididos em três papéis: Símbolo, Líder e Ligação. 


Símbolo representa a função de estar presente em locais e momentos importantes, basicamente tarefas cerimoniais, comparecer a casamentos, e outros eventos. O Administrador representa a organização, portanto ele é um símbolo desta organização, e ela será conceituada à partir do Administrador. 


Líder é o papel que o Administrador representa o tempo todo, pois ele é responsável por seus atos e de todos seus subordinados. 


Elemento de Ligação é o papel que o Administrador representa ao possibilitar relacionamentos que auxiliam o desenvolvimento de sua empresa e de outros. Ele faz o intercâmbio entre pessoas que irão gerar novos negócios ou facilitar os negócios existentes.

Papéis Informacionais 


As organizações, o mercado, as pessoas vivem em torno da um fluxo intenso e contínuo de informações, para um bom desenvolvimento, as empresas e os Administradores precisam saber receber, tratar e repassar essas informações. Nesse cenário são destacados três papéis: Coletor; Disseminador; e Porta-voz.

O Coletor busca as informações dentro e fora das organizações, procura se informar o máximo possível nas mais variadas fontes de informação. O papel do coletor é possuir o maior volume de informações relativas à organização. 


Disseminador é o papel que o Administrador representa ao comunicar as informações à equipe para mantê-la atualizada e em sintonia com a empresa. 


O Administrador deve ser um Porta-voz quando se faz necessário comunicar informações para pessoas que se localizam fora da organização. O Administrador deve possuir a sensibilidade para discernir entre o que pode ou não ser comunicado as informações empresariais. 


Papéis Decisórios 


Com toda a informação disponível, cabe aos Administradores estudarem-na e tomar decisões baseadas nelas. As decisões são de responsabilidade total dos Administradores, por isso é necessário cautela e preparo para tomá-las. Quatro são os papéis decisórios, Empreendedor, Solucionador de Problemas, Alocador de Recursos e Negociador. 


Empreendedor é o papel que o Administrador assume ao tentar melhorar seus negócios propondo maneiras inovadores ou novos projetos que alavanquem a organização. 


O Administrador é um solucionador de problemas, pois se encontra em um ambiente instável e suscetível a um variado leque de problemas. Ele deve atuar identificando esses problemas e apresentando soluções, portanto um Solucionador de Problemas. 


Alocador de recursos, porque o dirigente está inserido em um cenário de necessidades ilimitadas para recursos limitados, assim sendo ele deve encontrar o equilíbrio para alocar a quantidade correta de recursos e sua utilização. Todo Administrador deve ser um bom negociador, pois estará praticando esse papel constantemente em suas atividades. Ele deve negociar tanto com o ambiente interno como com o ambiente externo sempre objetivando os melhores resultados para sua empresa e para a sociedade. 


Habilidades 


Para ocupar posições nas empresas, executar seus papéis e buscar as melhores maneiras de Administrar, o Administrador deve desenvolver e fazer uso de várias habilidades. Robert L. Katz (apud STONER, 1999) classificou-as em três grandes habilidades: Técnicas, Humanas e Conceituais. Todo administrador precisa das três habilidades. 


Percebe-se que para desenvolver bem seu trabalho, o Administrador precisar dominar as três habilidades e dosá-las conforme sua posição na organização.

Habilidades Técnicas são as habilidades ligadas à execução do trabalho, e ao domínio do conhecimento específico para executar seu trabalho operacional. 


Segundo Chiavenato (2000, p. 3) habilidade técnica “[...]consiste em utilizar conhecimentos, métodos, técnicas e equipamentos necessários para o desempenho de tarefas específicas, por meio da experiência e educação. É muito importante para o nível operacional”. 


Logo as habilidades técnicas são mais importantes para os gerentes de primeira linha e para os trabalhadores operacionais. 


Habilidades Humanas são as habilidades necessárias para um bom relacionamento. Administradores com boas habilidades humanas se desenvolvem bem em equipes e atuam de maneira eficiente e eficaz como líderes.

Segundo Chiavenato (2000, p. 3) habilidade humana “[...]consiste na capacidade e facilidade para trabalhar com pessoas, comunicar, compreender suas atitudes e motivações e liderar grupos de pessoas”. 


Habilidades humanas são imprescindíveis para o bom exercício da liderança organizacional 


Habilidades Conceituais são as habilidades necessárias ao proprietário, presidente, CEO de uma empresa. São essas habilidades que mantêm a visão da organização como um todo, influenciando diretamente no direcionamento e na Administração da empresa. 


Segundo Chiavenato (2000, p. 3): 


 “Habilidade conceitual: Consiste na capacidade de compreender a complexidade da organização com um todo e o ajustamento do comportamento de suas partes. Essa habilidade permite que a pessoa se comporte de acordo com os objetivos da organização total e não apenas de acordo com os objetivos e as necessidades de seu departamento ou grupo imediato”. 
As habilidades conceituais são imprescindíveis aos Administradores de Topo. 


Características 


Algumas características são consideradas fundamentais ao Perfil de um bom Administrador moderno. 


Segundo pesquisa realizada em empresas: 


"[...] as organizações desejam profissionais de Administração com as seguintes características: Capacidade de identificar prioridades; Capacidade de operacionalizar idéias; Capacidade de delegar funções; Habilidade para identificar oportunidades; Capacidade de comunicação, redação e criatividade; Capacidade de trabalho em equipe; Capacidade de liderança; Disposição para correr riscos e responsabilidade; Facilidade de relacionamento interpessoal; Domínio de métodos e técnicas de trabalho; Capacidade de adaptar-se a normas e procedimentos; Capacidade de estabelecer e consolidar relações; Capacidade de subordinar-se e obedecer à autoridade. MEIRELES (2003, p. 34)."

São características desafiadoras, não é fácil desenvolvê-las, sustentá-las é ainda mais complicado. Essa é exatamente a missão do Administrador, vencer todos seus desafios e mostrar sua capacidade de se manter e crescer nos mais diferentes cenários. Somente assim o Administrador será considerado capaz de Administrar.

Referências: 


CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à teoria geral da administração. 6 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2000. 
MEIRELES, Manuel. Teorias da administração: clássicas e modernas. São Paulo: Futura, 2003. 
STONER, James A. F.; FREEMAN, R. Edward. Administração. 5 ed. Rio de Janeiro: Prentice Hall do Brasil, 1999.


Fonte de pesquisa
Site 
www.administradores.com.br 

OBJETIVOS DE UM ADMINISTRADOR



OBJETIVOS DE UM ADMINISTRADOR



Como atingir nossos objetivos

Antes de tudo veremos o conceito da palavra objetivo.
Objetivo: uma meta a atingir, algo que almejamos e complementando não mediremos esforços para atingi-lo. Mas antes de tudo temos que ter um planejamento, no âmbito de administração de empresas temos alguns tipos como segue abaixo:
• Planejamento Tático (ou plano tático): grosso modo quando desejamos resolver um problema num curto prazo em outras palavras num curto espaço de tempo, por exemplo: tivemos a quebra de uma maquina e temos uma entrega para realizar daqui uma semana e dependemos dessa máquina para realizar tal trabalho, logo providenciaremos o concerto dessa máquina o mais rápido possível.
• Planejamento Estratégico: quando desejamos alcançar algo em longo prazo em outras palavras num espaço de tempo maior, por exemplo: o gerente administrativo de nossa empresa se aposentará daqui a 2 anos e não pretende continuar trabalhando dessa forma nesse espaço de tempo estaremos preparando uma pessoa para substituí-lo.
O planejamento deve ser flexível pois devemos mudá-lo conforme a situação e quando houver necessidade, por isso é importante termos vários planos – A, B,C , devemos prever os problemas que possam surgir para atingirmos nosso tão almejado objetivo. O bom administrador tem uma visão amplificada e prevê perfeitamente os problemas potencias e terá com certeza uma solução sem perder muito tempo o que pode gerar prejuízo.
Na nossa vida pessoal também temos objetivos e metas para alcançar como por exemplo: um casal de noivas pretende trocar as alianças e se casarem e formar uma família, mas ambos não possuem condições financeiras para isso no momento e nem tem uma remuneração satisfatória para essa realização , dessa forma esse casal fará um planejamento estratégico onde irão procurar juntar dinheiro para realizar esse sonho vão usar a famosa equação da economia: Poupança = Ganhos – despesas . Dessa maneira num determinado espaço de tempo conseguirão ter um montante financeiro para consolidar essa união.
Um objetivo que muitas pessoas tem é cursar uma faculdade o que é fundamental nos dias de hoje, muitos não tem condições financeiras para isso, mas poupando, indo atrás de um financiamento ou mesmo uma bolsa de estudos poderão conseguir cursar a tão sonhada faculdade.
Quando ingressamos numa empresa também traçaremos nossas metas para nosso plano de carreira para isso terei que conhecer todos os departamentos da empresa e mostrar interesse e iniciativa dessa forma serei bem quisto por meus superiores e as oportunidades surgirão naturalmente, não confie somente na sorte, pois a mesma é o encontro da capacidade com a oportunidade.
O que sempre temos que observar é que sempre temos que ter objetivos e metas a atingir isso nos faz viver, nunca podemos deixar de sonhar. O sonho é importante e além de sonhar temos que colocar os mesmos em prática, quando deixamos de sonhar, ter objetivos a vida perde o sentido.
Temos também ter a consciência para atingir nossas metas precisaremos renunciar outras coisas, não podemos abraçar o mundo muitas vezes perderemos finais de semanas envolvidos em nosso projeto, não teremos tempo para passear – as famosas “baladas”, tudo para atingir aquilo que mais desejamos e pode ter certeza que será compensador. Procure também não dar ouvidos as pessoas pessimistas, pois muita gente vai querer derrubar seu sonho , então tenha opinião e siga em frente , pessoas maledicentes tem em todos os cantos, a inveja é perigosa.

Passos para atingir seu objetivo:
• Mantenha sempre o foco;
• Determinação;
• Motivação;
• Planejamento;
• Organização;
• Disciplina.

Não devemos deixar nossos objetivos e metas por nada desse mundo, por isso por mais difícil que seja não desista, busque forças dentro de você mesmo procure não depender dos outros, mais cedo ou mais tarde conseguirá atingir o que almejou e colherá os frutos de sua vitória e de seu esforço. Não há nada melhor, certo. Então mãos à obra.




sexta-feira, 11 de junho de 2010

A responsabilidade do administrador

A responsabilidade do administrador


A responsabilidade do administrador na sociedade limitada


O alcance da responsabilidade do administrador da sociedade limitada deve ser analisado sob os seguintes aspectos: responsabilidade civil, tributária, administrativa, trabalhista e criminal. De acordo com a teoria da aparência, a sociedade será obrigada a responder, perante terceiros, pelos atos praticados por seu administrador, restando à sociedade, porém, o direito de agir regressivamente contra o administrador, para reaver as perdas e danos sofridos pela sociedade (art. 931 do NCC). 








A responsabilidade do sócio na sociedade limitada 


brasileiro é dualista, coexistindo o subjetivo, baseado na culpa, e o objetivo, fundamentado no risco. A regra geral, porém, é a de que o dever de ressarcimento de danos pela prática de atos ilícitos fundamenta-se na culpa, na responsabilidade ou na censurabilidade da conduta do agente. 
Basicamente, a responsabilidade está prevista em dois dispositivos do Novo Código Civil : 
o art 187 dispõe que o exercício de um direito em desrespeito aos limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos bons costumes, e o art. 927 , segundo o qual danos causados, independentemente de culpa, nos casos especificados em Lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem (obrigatoriedade do fornecedor de bens e serviços de alertar o consumidor para os riscos envolvidos na atividade prestada). 
No tocante à responsabilidade do sócio das sociedades limitadas, a regra geral é a de que a responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais é limitada e solidária, inclusive perante terceiros dos sócios pelas obrigações sociais. O limite da responsabilidade dos sócios equivale ao total do capital social subscrito e não integralizado (art. 1052 do NCC). A exceção à regra: a responsabilidade ilimitada e não solidária do sócio que expressamente aprovar decisões que violem o contrato social ou a Lei -art. 1080 do Novo Código Civil . Os sócios controladores e sócios minoritários são igualmente responsáveis. As outras exceções à regra da responsabilidade limitada dos sócios têm como objetivo a proteção de terceiros. Exemplos: 
(a) créditos tributários -no caso de liquidação de sociedade de pessoas, os sócios respondem solidariamente com a sociedade, nos atos em que intervirem ou pelas opiniões de que forem responsáveis, se estiverem na administração da sociedade e os respectivos bens não forem suficientes para saldar a dívida (art. 134 , VII do Código Tributário Nacional - CTN ). 
(b) créditos da seguridade social -o titular da firma individual e os sócios das empresas por cotas de responsabilidade limitada respondem solidariamente e independentemente de culpa, com seus bens pessoais, pelos débitos junto à seguridade social (art. 13 da Lei 8.620 /93, cuja legalidade é discutível, com base no Código Tributário Nacional , que vincula a responsabilidade do sócio, à respectiva culpa); 
(c) fraude do sócio, envolvendo confusão dos seus bens com os da empresa; abuso do poder do sócio; desvio dos objetivos da sociedade - desconsideração da personalidade jurídica da empresa (art. 28 do Código de Defesa do Consumidor e art 50 da Lei 10.406 /2002); 
(d) atos praticados com abuso de poder, em desacordo com o fim social - a responsabilidade dos sócios que aprovam deliberação ofensiva ao contrato social da sociedade é ilimitada (arts. 116 e 117 da Lei das S.As.; art. 28 do Código de Defesa do Consumidor , e art. 1080 da Lei 10.406 /02); 
(e) a responsabilidade com base no Código de Defesa do Consumidor -é objetiva, independentemente de culpa, do fornecedor, pela reparação dos danos causados aos consumidores, por defeitos do fornecimento do produto ou serviço, como já estabelecia o art. 12 do Código de Defesa do Consumidor ( CDC ), segundo o qual cabe ao empresário fornecedor comprovar, para eximir-se de responsabilidade, que: (a) não colocou o produto no mercado; (b) embora tenha colocado-o no mercado, o defeito inexiste, ou (c) se trata de culpa exclusiva do consumidor (arts. 927 e 931 do NCC); 
(f) em caso de falência, a responsabilidade dos sócios é solidária, e envolve a parte que faltar para a integralização do total do capital social. Os sócios poderão ser responsabilizados pelo ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores, se a pessoa jurídica for levada à falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade, sem deixar patrimônio suficiente para fazer frente às indenizações por prejuízos provocados aos consumidores ou a terceiros, em razão de ato de infração à ordem econômica, por exemplo, (art 5 do Decreto 7661 /45); 
(g) com base na legislação do abuso de poder econômico - Lei Antitruste , os sócios da sociedade limitada podem ser responsabilizados, em caso de prática de atos fraudulentos, quando agirem com abuso de direito, excesso de poder, infração à lei ou ao contrato social. Nesse caso, a responsabilidade do sócio torna-se ilimitada e subsidiária, por desvio de finalidade da pessoa jurídica, de acordo com o disposto no art. 18 da Lei antitruste (Lei 8884 /94); 
(h) em caso de infração à legislação ambiental -de acordo com o art. 4 da Lei 9605 /98, por manipulação fraudulenta ou abuso de direito da autonomia patrimonial, os sócios poderão ser responsabilizados a ressarcir os prejuízos causados ao meio ambiente. 
(i) responsabilidade do sócio por concorrência desleal -a empresas do mesmo ramo de atividades, em caso de publicação, por qualquer meio, de falsa afirmação, em detrimento de concorrente, com o fim de obter vantagem, ou de divulgação de falsa informação, com o fim de obter vantagem, dentre outros atos criminais tipificados em lei (art. 195 da Lei 9279 /96). 
(j) responsabilidade trabalhista -do sócio da sociedade limitada, inclusive na Consolidação das Leis do Trabalho - CLT -não é prevista. Por força da hipossuficiência do empregado, a jurisprudência predominante dos tribunais tem entendido que, em caso de cobrança dos créditos trabalhistas, os sócios das sociedades limitadas devem responsabilizar-se pessoal, ilimitada e subsidiariamente à sociedade, para satisfazer a respectiva dívida, caso o patrimônio da sociedade seja insuficiente para tanto. 
Diante dos dispositivos legais introduzidos pelo Novo Código Civil , foi ampliado o enfoque da responsabilização dos sócios das sociedades limitadas. Portanto, eles devem estar cada vez mais atentos às possibilidades de caracterização da responsabilidade solidária, decorrentes das relações de Direito Privado -societária e de consumo, bem como das decorrentes de previsão legal do Direito Público (tributário, previdenciário, trabalhista e ambiental), a fim de preservar a atividade empresarial. 

Abilio Diniz

Abilio Diniz




Abilio dos Santos Diniz nasceu em São Paulo, em 28 de dezembro de 1936. Católico praticante, vai à missa semanalmente e freqüenta a igreja Santa Rita de Cássia, na Vila Mariana, todo dia 22. Sua mãe, Floripes, foi sua principal influência no catolicismo. O pai Valentim iniciou-lhe, desde cedo, no mundo do trabalho e dos negócios. Com fé, conhecimento e determinação, Abilio criou e desenvolveu, junto com o pai, o maior grupo varejista do País, o Pão de Açúcar.
Sua vida é marcada pela paixão esportiva, convertida em ferramenta de autoconhecimento, busca do equilíbrio e evolução pessoal. O primeiro lugar onde se percebeu uma pessoa hábil e se sentiu vitorioso foi debaixo de um gol, nos jogos de futebol de rua no bairro do Paraíso, onde morou durante a infância, ou na Várzea do Glicério, perto da segunda padaria do pai, na Liberdade.
Nesses ambientes, ao longo dos anos 40, Abilio começou a fortalecer seu espírito e seu corpo e também a testar sua capacidade de liderança. O talento de goleiro no futebol, e depois nas lutas, deu-lhe autoestima e consolidou sua crença na capacidade do esporte como atividade transformadora. Começou a praticar atividades físicas com regularidade aos 11 anos, quando ainda estudava no Colégio Anglo Latino, escola onde cursou os dois primeiros anos do ginásio. Sem perder de vista o futebol, aprendeu judô, boxe e capoeira e, ainda adolescente, iniciou-se na musculação e no levantamento de peso, na academia Atlas, em pleno centro de São Paulo.
Abilio conseguia conciliar sua rotina de esportista com suas responsabilidades de estudante. Após o término do segundo grau no colégio Mackenzie, foi para a recém-criada Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em 1956. Lá, fez parte da segunda turma da graduação e teve seu interesse despertado pela pesquisa acadêmica na área de Economia.
Finalizado o curso de administração, Abilio pensou seriamente em trabalhar em uma multinacional ou continuar seus estudos de pós-graduação nos Estados Unidos. Chegou a fazer exames para a universidade de Michigan, mas quando já estava de malas prontas, seu pai lhe propôs a abertura de um novo tipo de negócio chamado supermercado. Abilio refez seus planos, assumiu um cargo executivo na empresa e encabeçou o projeto de implantação do primeiro supermercado Pão de Açúcar, inaugurado em abril de 1959, na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, bem perto de onde funcionava a doceira aberta por Valentim onze anos antes.
Começava aí o longo período de vitórias no esporte e de prosperidade na carreira do empresário. Já no ano seguinte, Abilio se casaria com Auri. Juntos tiveram quatro filhos: Ana Maria, João Paulo, Pedro Paulo e Adriana. Os supermercados atraíam a classe média e eram sucesso no Brasil. Em 1963, foi aberta a segunda loja, na rua Maria Antonia, em Higienópolis. Em 1965, adquiriu a rede Sirva-se, pioneira do negócio em São Paulo, junto com o Peg-Pag.
Em 1968, o Pão de Açúcar já contava com 40 supermercados e 1.642 funcionários e Abilio se firmara como um destacado executivo da empresa, jovem e empreendedor. Também mantinha uma nova rotina esportiva, agora orientada para a velocidade. No final dos anos 60, começou a disputar provas de motonáutica e conquistou o tricampeonato brasileiro, em 1968, 1969 e 1970. Em outras pistas, disputou provas de automobilismo e ganhou, em dupla com o irmão Alcides, as Mil Milhas de Interlagos, em 1970.
Uma importante experiência na vida de Abilio foi sua participação no governo, como membro do Conselho Monetário Nacional, onde, convidado pelo amigo Mário Henrique Simonsen, permaneceu por dez anos, entre 1979 e 1989. Nesse período, contribuiu para buscar soluções para a economia brasileira, mas se afastou excessivamente dos negócios da empresa.
A vida de Abilio tem um ponto de ruptura justamente na virada dos anos 80 para os 90, quando três fatos marcantes mudaram sua visão de si mesmo e do mundo e transformaram sua personalidade. Foram situações traumáticas, que lhe trouxeram ensinamentos e oportunidades de mudança.
O primeiro fato foi o racha familiar causado por problemas sucessórios no Pão de Açúcar que envolvia Abilio e seus irmãos. A tensão só se dissipou em janeiro de 1994, quando foi assinado o acordo que garantiu o controle da companhia para Abilio. O segundo foi o seqüestro, no dia 11 de dezembro de 1989. O empresário passou sete dias no cativeiro, em um cubículo subterrâneo, e eliminou da sua mente a crença de ser um homem inatingível e indestrutível. Finalmente, o último fato foi o quase desaparecimento do próprio Pão de Açúcar, que esteve à beira da falência em 1990.
No enfrentamento desses problemas, Abilio foi bem-sucedido e concluiu que a virtude poderia estar mais na humildade e na tolerância do que na combatividade ou na agressividade, por exemplo. Reafirmou sua profunda relação com Deus. E, nas suas próprias palavras, nasceu um sujeito menos áspero e briguento que passou a compreender melhor o sentido do amor, do autoconhecimento e da religião em sua vida. A raiva e frustração da experiência do seqüestro foram convertidas em alimento para sua elevação espiritual e para seu desenvolvimento afetivo.
O que veio depois da crise do início dos anos 90 foram uma renovada busca do equilíbrio pessoal e o reencontro com o sucesso dos negócios. Com determinação e disciplina, dois de seus traços distintivos, Abilio lançou o Pão de Açúcar em mais um longo ciclo de expansão e lucros. No esporte, o empresário aumentou seu interesse pelas corridas de longa distância e, em 1994, correu sua primeira maratona em Nova York, um de seus maiores orgulhos.

Ainda nesse período, costurou com maestria a sociedade entre o Pão de Açúcar e o grupo francês Casino. Em busca da profissionalização, Abílio abriu mão da presidência executiva do Grupo em 2003, e desde então é presidente do Conselho de Administração do Grupo. Embora lento e às vezes traumático, os primeiros resultados desse processo já são sentidos pela rede varejista e pela concorrência. Em 2009, o Grupo Pão de Açúcar comprou a rede Ponto Frio. Com essa aquisição, o Grupo hoje possui 79 mil funcionários, 1055 lojas, 75 postos combustíveis e 145 drogarias. Com vendas totais de R$ 26 bilhões em 2008 (número consolidado), a companhia, hoje, está presente em 18 Estados brasileiros e no Distrito Federal.
Em 2000, Abilio Diniz conheceu a economista Geyze Marchesi em um evento do Grupo Pão de Açúcar. Geyze fez carreira na companhia, onde ingressou como trainee em 1996. Ambos reconhecem que o amor que os uniu foi construído por uma relação de amizade e companheirismo: no trabalho, nos esportes, na fé em Deus e nos valores que comungam. Abilio trouxe Geyze para o mundo dos esportes. Por outro lado, Geyze humanizou ainda mais o empresário Abilio Diniz. Casaram-se em 2004. Geyze queria constituir uma família, enquanto Abilio, com filhos e netos, sentia-se realizado. Nesse impasse, porém, o homem que sempre falava de empatia cedeu. Resultado: em 2006 nasceu Rafaela, a primeira filha do casal. E para alegria da casa, no dia 04 de novembro nasceu Miguel, com 49,5 centímetros e 3,2 quilos.  Atualmente, o empresário divide seu tempo entre a presidência do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, a vida familiar, as atividades físicas e porque não dizer, a disseminação da boa qualidade de vida no Brasil.


quinta-feira, 3 de junho de 2010

Dicas - Vendas

Saber satisfazer seus clientes como se fossem únicos fará com que você aumente ainda mais suas vendas

Os clientes não são e nunca devem ser considerados uma interrupção ao seu trabalho. Pelo contrário, eles são o seu trabalho. É justamente o cliente que justifica a existência do cargo de vendedor. Por esta razão, todo o vendedor deve se preocupar menos com o que as pessoas poderiam ter comprado, mas sim fazer com que elas comprem. Tenha em mente que cada pessoa representa uma oportunidade para que você consiga aumentar a sua base de clientes. A partir daí, conseguirá converter um grande percentual de clientes em compradores, algo extremamente importante no dia-a-dia da profissão. Você é capaz de vender a toda pessoa que entra em sua loja. Então, jamais desista de um cliente. Coloque em prática suas técnicas de vendas e veja como você conquistará cada vez mais clientes fieis.


Fonte: http://migre.me/Lvmr

Cases - Fnac

Fnac




A Fnac chegou ao Brasil no ano de 1998, quando comprou uma grande livraria em São Paulo e montou a sua primeira loja – a Fnac Pinheiros. Doze anos depois, a empresa comemora a aceitação do público brasileiro e, cada vez mais, configura-se como uma grande rede nacional. Hoje, a livraria possui nove lojas no país e uma meta para abrir, pelo menos, duas novas lojas por ano.

O sucesso junto aos consumidores é resultado da maneira inovadora que a empresa tem de comercializar produtos culturais e tecnológicos, aproximando-os dos clientes. “Na Fnac, as seções são montadas conforme as linhas de produtos disponíveis na loja, facilitando a compra dos consumidores e a livre experimentação dos mesmos”, explica Fernando Sant’Ana, assessor de comunicação da Fnac. Tal iniciativa possibilita ao cliente conhecer melhor o produto antes de se decidir ou não pela compra.


Além disso, as seções das lojas reúnem uma grande diversidade de modelos, preços e fabricantes disponíveis no mercado. Em cada livraria, estão expostos, em média, 45 mil títulos de CDs, 60 mil títulos de livros, 15 mil títulos de DVDs e cerca de 15 mil itens na área de tecnologia da informação, bem como produtos catalogados. Desta maneira, a Fnac consegue fazer com que a compra de produtos culturais e de informação seja um bom programa para públicos de diferentes faixas etárias. A partir desta ideia, a rede realiza cerca de 250 eventos culturais gratuitos por ano em cada loja, entre eles: pocket shows, palestras, bate-papos com autores, exposições e sessões de autógrafos. Outro diferencial da Fnac é o relacionamento que mantém com seus fornecedores. Por quê?
“Porque desta maneira é possível negociar em busca das melhores condições de preços para os clientes”, garante Fernando. Mas o pós-venda também merece destaque. Na Fnac, a venda não termina com o fechamento da compra. Cada loja possui equipes especializadas em demonstração de funcionamento, instalação de equipamentos e consultoria técnica, além de auxílio no serviço de trocas e assistência técnica. 

Assim, a Fnac segue conquistando um número maior de pessoas dispostas a ter uma experiência de compras mais agradável.

Histórico do Grupo Pão de Açúcar

Histórico do Grupo Pão de Açúcar


 A partir de 1948, acontecem os primeiros momentos do Grupo Pão de Açucar, concretizando década a década seu posicionamento no varejo nacional.
A história começa a ser contada em 1929 e dá-se com a vinda de um imigrante português, que desembarca no Brasil com o propósito de abrir um negócio próprio, com estrutura forte e sólida, diferente dos comércios aqui instalados. O início desse sonho não poderia ser diferente, pois muito esforço e trabalho foram necessários ao oferecer sua mão de obra em empórios localizados no Jardim Paulista, um dos bairros nobres de São Paulo.
Dezenove anos depois de sua vinda, com a experiência e recursos financeiros provenientes de seu trabalho no comércio, decide abrir nessa mesma região, um comércio próprio, com algo inovador, incomum na cidade. O nome fez referência direta a um dos pontos turísticos mais importantes do país, que foi a primeira paisagem admirada pelo jovem português em sua chegada de navio ao Brasil.
Em 1948, na Avenida Brigadeiro Luis Antônio, Valentim dos Santos Diniz, o “Sr. Santos” inaugura a Doceira Pão de Açúcar, que oferecia serviços de buffet além de grande variedade em produtos artesanais, como balas de café, bolos, pães, salgados entre outros. O sucesso da primeira Doceira proporcionou a expansão do negócio, viabilizando a abertura de duas filiais, ambas inauguradas em 1952. 

Após sete anos de experiência com as Doceiras Pão de Açúcar no comércio paulistano, Sr. Santos percebe a crescente mudança e novas necessidades da população. Diversifica o ramo de atuação com a abertura do primeiro supermercado Pão de Açúcar, localizado ao lado da Doceira matriz. O sistema de auto-serviço passa a ser adotado, e a necessidade em atender a crescente demanda populacional torna-se foco, como modelo estratégico para evolução e aprimoramento do negócio.
A expansão começa a partir daí, percebida claramente ao final da década de 1960, onde o grupo Pão de Açúcar já conta com mais de 50 lojas em 17 cidades de São Paulo, e em 1970 inaugura sua primeira loja no exterior na cidade de Lisboa em Portugal.
Em 1971 a expansão continua com o lançamento da marca Jumbo, primeiro hipermercado do Grupo Pão de Açúcar. Com enorme variedade de produtos, em loja ampla com estacionamento para os clientes, esse novo formato inaugurado em Santo André, São Paulo, surgiu como novidade no Brasil.
Em 1976, o grupo adquire a maior rede de eletroeletrônicos e eletrodomésticos do país, a Eletroradiobraz, que mais tarde resulta na divisão Eletro. 
Ainda nessa década, investe em outros ramos de atividade, como restaurante, turismo, lanchonetes, pesca, veículos, etc. e continua com diversas aquisições em diferentes estados brasileiros.
Além dos supermercados Pão de Açúcar e dos hipermercados Jumbo, novos formatos de loja são incorporadas na década seguinte: Sandiz - lojas de departamento, o Minibox, mercearias de desconto, o Superbox, loja depósito e o Peg & Faça – de bricolagem. Em 1981 a fusão de todas as lojas de varejo da rede, formam a Companhia Brasileira de Distribuição – CBD.
Ao final da década de 1980 o Grupo inaugura uma nova geração de hipermercados, o Extra que, com o fechamento das lojas Jumbo torna-se o único hipermercado da rede.
Ainda na década de 1980 desentendimentos familiares, aliados a movimentos conjunturais políticos que desfavoreciam o crescimento da economia nacional, motivaram mudanças estratégicas de comando. O Grupo seguiu um forte projeto de reestruturação comandada pelo primogênito da família Diniz – Abilio.
Com a reestruturação em vigência, a Cia. inova ao lançar o primeiro cargo de ombudsman do varejo, que funcionou como um canal entre o cliente e a diretoria do grupo visando uma maior aproximação com o consumidor. O comando presidencial passa as mãos de Abílio Diniz, enquanto Sr. Santos assume o Conselho Administrativo da CBD.
Diversas aquisições e arrendamento de novas lojas foram importantes para a ascensão do grupo. Em 1997 torna-se a primeira empresa varejista nacional a abrir seu capital na Bolsa de Valores de Nova York e associa-se ao grupo varejista francês Casino.
Pioneira no comércio de internet varejista no país com o Pão de Açúcar Delivery, inaugura ao final da década de 1990 o primeiro supermercado educacional do mundo, o Pão de Açúcar Kid’s. Em 1998 com a aquisição de diversos supermercados atuantes em bairros, direcionados a classes populares, o Grupo Pão de Açúcar compra a rede Barateiro de supermercados, também voltado à essa área de atuação. Após diversas reestruturações de posicionamento, passou a se chamar Comprebem Barateiro, para finalmente virar Comprebem.
Para intensificar o processo de profissionalização da CBD foi eleito o primeiro presidente que não fazia parte da família Diniz. Uma nova visão de mercado, além da expansão constante foram de suma importância nesse período.
Em 2003 no Rio de Janeiro, estabelece a fusão com o grupo Sendas, rede de supermercados local com forte tradição, ganhando mais espaço no mercado carioca.
Com a adoção do sistema multiformato de suas bandeiras, que permite atender a diferentes classes de consumidores em diversos locais, suas operações dividiram-se em cinco categorias: o Pão de Açúcar, supermercado de vizinhança, atuante nas classes A/B; Comprebem e Sendas, supermercados que atendem à classe média popular, com enorme variedade para a dona de casa que gosta de economizar; os hipermercados Extra, que disponibilizam para o cliente uma enorme diversidade de produtos, tudo em um só local, e as lojas de eletroeletrônicos Extra Eletro. Com esse sistema, além de atender com precisão seus consumidores, o Grupo Pão de Açúcar impõem considerável diferencial frente a seus concorrentes.
A partir de 2004, como forma estratégica para expansão e permanência na liderança no mercado varejista nacional, o grupo Casino aumenta sua participação nas ações detidas pela família Diniz intensificando a sinergia entre as duas empresas.
No início de 2006, atendendo aos avanços no processo de profissionalização e governança corporativa, Cássio Casseb foi escolhido para presidir a Cia; pela primeira vez o Grupo Pão de Açúcar contrata um diretor presidente que não faz parte de seu corpo diretivo. Abílio Diniz  permanece como presidente do Conselho de Administração e Sr. Santos se mantém na Cia. como presidente honorário do Conselho de Administração.
Ao final de 2007, Cláudio Galeazzi assume a presidência e integra o time de executivos do Grupo Pão de Açúcar colaborando com a concretização do planejamento e dos resultados alinhados com a diretoria executiva e aprovados com o Conselho de Administração e acionistas.
A eleição de Cláudio Galeazzi reitera o compromisso do Grupo Pão de Açúcar em seu processo de Governança Corporativa e profissionalização intensificados a partir de 2003. Entre as atribuições do novo presidente está a missão de desenvolver um sucessor, proveniente do quadro de executivos da empresa.
Os principais objetivos do Grupo Pão de Açúcar para o ano de 2008 são: crescimento de vendas mesmas lojas, intensificação do programa já implementado de redução de despesas, maiores ganhos de eficiência e melhoria do retorno sobre capital investido.

Fonte: http://migre.me/Lu5w